Pacientes

Fatores que podem levar ao fracasso do controle das DTMs

As Disfunções Temporomandibulares (DTM) são alterações no funcionamento da ATM, articulação que promove a movimentação da mandíbula, único osso móvel do crânio.

Condição muito prevalente, os sinais e sintomas de DTM nem sempre requerem tratamento, muito em face da tendência de evolução benigna destes, ou mesmo regressão espontânea do quadro. 
Quando necessário, invariavelmente são indicadas terapias conservadoras, não invasivas e/ou agressivas, muitas vezes se baseando na educação do paciente para seu problema.

Nesse contexto podemos elencar 3 fatores principais para o insucesso terapêutico:
  • Diagnóstico e plano de tratamento equivocados: dependente do profissional que os estabelece, exige que haja o preparo, capacitação e atualização deste para atuação na área de DTM e Dor Orofacial;
  • Presença de comorbidades que dificultem a resolução do quadro: cefaleias, cervicalgias, artrite reumatóide, fibromialgia, entre outras condições que o paciente possa apresentar e que tendem a interferir negativamente no controle da DTM. É indispensável que o profissional tenha essa visão ampliada das alterações de saúde do paciente, auxiliando ou encaminhando para as respectivas especialidades;
  • Não adesão do paciente ao tratamento: por depender prioritariamente da mudança de hábitos e da implementação de autocuidados, a não realização destes pelo paciente interferem significativamente no resultado terapêutico.

Sendo assim, o sucesso é fruto da parceria e interação paciente/profissional, com cada personagem tendo sua parcela no tratamento das DTMs.

Autoria: Dr. Sérgio Moura Guimarães
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