Para Pacientes
Insônia? Sim, existe tratamento! - pela Dra. Thays Crosara

Entretanto, maus hábitos podem perpetuar esta condição. Quando estes sinais clínicos ocorrem mais de 3 vezes na semana, por pelo menos 3 meses, e veem associados à sintomas como sonolência excessiva diurna, alteração de humor, déficit de atenção e/ou concentração, o indivíduo passa a ter insônia crônica.
A insônia acomete de 15 a 30% da população adulta e pode se sobrepor a apneia obstrutiva do sono ou a outros distúrbios do sono.
SIM, existe tratamento:
- HIGIENE DO SONO: o primeiro passo é adotar hábitos saudáveis que irão favorecer uma boa noite de sono. Ter horários regulares de deitar e levantar, evitar estimulantes e relaxar nas 3 horas que antecedem o período de sono são as principais recomendações.
- TERAPIA COMPORTAMENTAL COGNITIVA (TCC-I): realizada pelo psicólogo com formação em sono (@akasadoconhecimento), ele auxilia o paciente na identificação de condições psicológicas que possam estar causando a insônia, orienta quanto a hábitos que favorecem a pressão para o sono nos horários adequados, além de auxiliar o médico do sono (@absono) no processo de desmame de medicação.
- TERAPIA FARMACOLÓGICA: os medicamentos pré-sono mais recomendados são as Drogas Z (zolpidem, zopiclona, zaleplona, eszoplicona). Os fitoterápicos (valeriana e óleo de lavanda) ainda não apresentam evidência científica. A melatonina pode ser indicada como gatilho para o sono. Os antidepressivos que favorecem o sono são utilizados nos casos de insônia secundária, ansiedade e depressão (doxepina, amitriptilina, trazodona e mirtazspina). Estimulantes podem ser prescritos para o período de vigília com o intuito de reduzir a sonolência diurna, inibir cochilos e melhorar a qualidade de vida.
Autoria: Dra. Thays Crosara